Ontem recebi um texto muito interessante de um leitor do Blog. É uma verdadeira oração. Lembro-me que desde pequeno, ao sair para alguma viagem mais distante, sempre lia esse salmo, e hoje adulto ao sair para uma operação mais perigosa, continuo lendo.

Gostaria de compartilhar esse texto com cada leitor para que possamos refletir e nos interiorizamos com ele, pois isso nos faz crescer e amadurecer como seres humanos e profissionais!

Trata-se de uma paráfrase do Salmo 91 inspirada por outra paráfrase feita por Rubem Alves sobre o Salmo 23 e também num texto, Policial diante de Deus, divulgado na net sem autor certo.

Força sempre Senhores!

Há certezas incontestáveis na vida e talvez a maior delas seja a morte.
Pois bem, chegou o dia último do Policial que serviu na terra e em poucos segundos sem entender o que havia ocorrido já estava aos pés de Jesus.

Logo o Mestre o interpelou:

– Salve meu filho, antes de seguir o caminho, preciso que me digas o que trazes em teu coração.

Esse policial, como sempre, nunca dizia muita coisa, mas nesse instante parou e pensou o mais profundamente que pôde e ato contínuo tentou dizer o que levara em seu coração até aquele momento.

– No meu coração Senhor, eu trago meu Pai e uma história que me contava quando criança. Sobre essa história nunca deixei de refletir.

– Meu pai falava-me sobre a honra e o valor daquele que habita na verdade de Deus; que vive sob sua sombra, que confia Nele e que O tem como refúgio e fortaleza.

– Dizia que Ele era como uma Águia que iria cobrir-me com suas asas e proteger-me das armadilhas e da doença, se assim eu merecesse.

– Por isso, se quer saber Senhor, nunca tive medo nem da noite nem do dia.

– Devo reconhecer que não fui à igreja, mas sempre confiei naquela Águia; sempre soube que suas penas seriam meu Colete e que guiaria minha arma.

– Por isso, infelizmente Senhor, quando, para salvar-me ou para salvar a outrem, por mim, os maus tiveram sua recompensa, minha alma se encheu de dor e tristeza mas mesmo assim soube em Quem buscar refúgio.

Enquanto falava sobre esse aspecto da sua missão, um amargor dominou seu espírito, mas ele continuou assim mesmo.

– Como na história de meu pai, muitos caíram a minha direita e outros caíram ao meu lado Senhor, mas nenhum mal chegou a minha casa. Também nenhum mal conseguiu chegar a outras várias casas.

– Soube desde os primeiros dias que alguém guardava meu caminho e estive seguro Senhor que foi por isso que dominei tantos leões e pisei sobre tantas serpentes que subjugavam os mais fracos e oprimidos.

– Peço perdão Senhor; sei que nem sempre cumpri todos os mandamentos; sei que nem sempre fui amistoso com meus semelhantes e que talvez não tenha o merecimento da sua paz. Contudo, Senhor, fui honesto, fui um forte e tentei ser o mais justo possível quando deparei-me com os fracos de caráter.

Depois disso, calou-se o guerreiro como que oferecendo, respeitosamente, o momento para a sentença do Mestre.

Jesus, naturalmente sabia o que passara no coração daquele homem, e para surpresa dele, finalizava aquele encontro com algumas das últimas palavras que seu Pai costumava dizer antes de terminar o Salmo 91 – A história que o policial escutava de seu pai.

– Acalme-se meu filho, realmente não fostes à igreja, mas “porquanto tão encarecidamente me amou pela prática, também eu o livrei; o coloquei em retiro alto sempre, porque conheceu o meu nome pela verdade de seus atos; a confiança que teve nas palavras de seu pai foi como uma invocação diária do meu poder, e por isso, estive com você nas horas de angústia e delas o retirei com vida.

– Acalma o seu coração filho, o cumprimento de tua missão foi sua glória e o anonimato a sua oferenda.

– Foi por tudo isso, que te dei tantos dias na terra e por isso, abro-lhe as portas da sua nova morada para mostrar-lhe a salvação.”

Uma paráfrase do Salmo 91 da Bíblia Sagrada.
Sandro Adriano Costa Machado