Sou imperfeito, narcizista, egoísta, egocêntrico, centralizador…, mas a cada dia tenho “acertado” as contas com minha consciência. Pago a cada dia pelos meus erros, todos cometidos ao longo de minha vida. Feri pessoas e fui ferido, amei e fui amado. Parece coisa boba, mas gosto de refletir sobre isso.
Ao ver tamanha falta de vergonha em nossa política local, resolvi escrever sobre imperfeição, não para lembrar que somos imperfeitos e falhos ao ponto de trair nossa consciência, mas que é importante refletir sobre nossos erros e assumí-los, mesmo que publicamente!!
É muito “bonito” ver um cristão assumindo suas falhas, mas não ao abençoar “algo maldito” como a corrupção…
A minha indignação é tão grande com o ato “daquele pastor deputado” que falta-me palavras…
Sei que o perdão é divino, mas sei também que o perdão significa libertar a pessoa de dentro de nosso ser…
Creio que o próximo ano seja o ano do perdão…
Vamos liberar todos esses corruptos de nossas vidas e da política no DF. Vamos liberar perdão, mas não nas urnas. Perdoar não significa esquecer…
Vamos dar troco nas urnas, não votando nesses hipócritas corruptos…
Indignação é a melhor palavra…
Mas como todos são falhos em diversas proporções, lembremos também de nossas falhas com nossos amigos, namoradas, esposas, filhos, chefes…
Deixo o texto abaixo, que parece bobo, mas nos diz muito sobre aceitar as “pequenas falhas” do dia a dia…
Tenham um bom dia…
Que cada leitor possa se tornar cada dia mais crítico de nosso sistema atual, sem perder as esperanças no futuro. Pessoas como essas existem por causa de nossa OMISSÃO enquanto cidadãos!!

Para refletir:

ABRAÇANDO A IMPERFEIÇÃO

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.
Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, lingüiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
“Baby, eu adoro torrada queimada.”
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
“Companheiro, sua mãe teve hoje, um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou um melhor empregado, ou cozinheiro!”
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Essa é a minha oração para você, hoje. Que possa aprender a levar o bem, o mal, as partes feias de sua vida colocando-as aos pés do Espírito. Porque afinal, Ele é o único que poderá lhe dar um relacionamento no qual uma torrada queimada não seja um evento destruidor. ”
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de
relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, e com amigos.
Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.
Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração Dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.
As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as acolheu e valorizou.


“Tudo o que somos é o resultado de nossos pensamentos” Buda