Brasil vence jogo antológico e é finalista do Mundial Sub-17

Donos da casa saem perdendo por 2 x 0 no início do primeiro tempo, mas viram sobre a França por 3 x 2 e avançam à decisão

O sonho do tetracampeonato mundial sub-17 segue vivo para o Brasil. Jogando no Estádio Bezerrão, a Seleção Brasileira viveu um drama diante da França e saiu de campo com uma vitória antológica por 3 x 2. Com o triunfo, os donos da casa avançaram à decisão da Copa do Mundo da categoria, quando enfrentará o México. A França, por sua vez, disputará o terceiro lugar do torneio, diante da Holanda. Ambas as partidas serão disputadas neste domingo (17/11/2019), novamente no Estádio Bezerrão, no Gama.

Acostumado a marcar gols no início dos jogos nesta edição do Mundial Sub-17, o Brasil provou do próprio veneno na semifinal do certame. Logo aos seis minutos, Kalimuendo-Muinga bateu rasteiro, sem chances para o goleiro Matheus Donelli. O gol ainda seria revisado pelo VAR, um dos protagonistas da noite. Com o auxílio do árbitro de vídeo, a abertura do placar foi validada.

Seis minutos depois, o castigo seria ampliado. Em grande jogada individual, Mbuku enfileirou adversários e mais uma vez puniu o arqueiro do Brasil. Perdendo por 2 x 0, os brasileiros se lançaram para o jogo na tentativa de, ao menos, diminuir o prejuízo. O time até criou boas chances, mas o nervosismo atrapalhou o time que não teve tranquilidade para concluir ao gol com qualidade.

Aos 43 minutos do primeiro tempo, a Seleção Brasileira viveu seu melhor momento na partida até então. Em bola lançada em profundidade, Yan Couto foi derrubado na área. Em um primeiro momento, o árbitro Ivan Barton assinalou a penalidade máxima. Ao consultar, o VAR, porém, a falta foi anulada, para revolta dos torcedores, que lotaram as arquibancadas do Bezerrão.

Sem pênalti, a França foi para os vestiários vencendo pelos mesmos 2 x 0, conquistados no começo da etapa inicial.

Segundo tempomovimentado
Apesar de alguns gritos impacientes vindos das arquibancadas em meio a inofensivos passes laterais do Brasil no final do primeiro tempo, os torcedores começaram apoiando os donos da casa. Os gritos de “eu acredito” demoraram pouco mais de cinco minutos para começarem a ser entoados, mas só ficaram mais intensos a partir dos dez do segundo tempo.

Pressionando pelo gol, o Brasil saiu do zero aos 12 minutos. Após bate e rebate na área, Kaio Jorge, em lance de oportunismo, cabeceou para o gol, sem chances para Zinga.

O gol empolgou time e torcida. A Seleção Brasileira se lançou para o ataque com algumas mudanças táticas promovidas por Guilherme Dalla Déa. O lateral-direito Yan Couto, por exemplo, passou a atuar como ponta, enquanto os zagueiros passaram a jogar avançados.

A estratégia rendeu frutos aos 30 minutos do segundo tempo. Yan Couto arriscou cruzado, Zinga deu rebote e, na sobra, Gabriel Verón não perdoou. O empate brasileiro inflamou de vez a torcida, que passou a comemorar até bolas rifadas pelo sistema defensivo do Brasil.

Os franceses quase jogaram água no chopp brasileiro aos 42 minutos, mas Aouchiche estava impedido e teve o gol, que poderia ser o da vitória, anulado. No minuto seguinte, a festa ficou completa. Lázaro acertou um petardo, sem chances para Zinga, virando o placar e garantindo a vitória que parecia improvável para os brasileiros.

Informações do Portal Metrópoles

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