Há anos venho analisando o cenário político dentro da PMDF, aqui no Blog Policiamento Inteligente, o que não faltam são análises das últimas eleições. Sempre afirmei que a coligação é o primeiro passo para um candidato ter chance na eleição. Fazer parte de uma nominata que não tem chances de atingir a votação mínima (coeficiente) eleitoral é o primeiro passo para o fracasso. Vimos isso na eleição passada com os candidatos da PMDF que fizeram parte das nominatas do DEM, PSD e PPS. Outros não tiveram chances porque as nominatas do partido eram muito “pesadas”, por exemplo, Hermeto e Guarda Jânio. O PMDB à época fez três deputados: Robério Negreiros, Rafael Prudente e Wellington Luiz, naquela época Hermeto ficou em primeiro suplente, assim como o Guarda Jânio, já que o PRTB elegeu dois deputados: Liliane Roriz e Juarezão. Dos demais, o que esteve mais próximo de ser eleito, foi o Tenente Poliglota, pois foi o mais votado do DEM, mas o partido não obteve a votação mínima necessária.

Grafíco votação PM mais de mil planilha

O Portal Metrópoles em sua matéria: “Troca-troca: 37% dos deputados distritais devem usar janela partidária” chamou minha atenção novamente para o tema. O interessante é ver que até deputados consolidados estão fugindo de partidos onde algumas “lideranças” da PMDF estão filiados acreditando que podem ser eleitos. Em breve, durante 30 dias, os parlamentares poderão trocar de agremiação sem o risco de perder o mandato. Segundo a legislação eleitoral, a cadeira parlamentar conquistada nas eleições pertence ao partido político pelo qual o cidadão se elegeu.

Atualmente dois parlamentares estão sem partido e precisam urgentemente de uma agremiação para poder concorrer nas próximas eleições, são eles: Cláudio Abrantes e Sandra Faraj, expulsa do solidariedade recentemente. Os outros farão apenas mudanças estratégicas para não correr o risco de perder o mandato.

Alguns pontos chamam a atenção e podem enfraquecer algumas nominatas. O PR atualmente conta com dois deputados distritais: Bispo Renato e Agaciel Maia. Segundo o Bispo Renato “se outro candidato com mandato entrar no PR com pretensões de se candidatar a um cargo de deputado distrital” ele não permanecerá. Observe que até mesmo grandes figuras com mandato estão fugindo da disputa com outros colegas. E o que isso quer dizer? Isso significa que temos 24 deputados e aproximadamente 36 partidos, no final, somente 12 partidos seriam interessantes para os candidatos da PMDF. E quais seriam eles? Respondo sem pensar muito: aqueles partidos que não têm em seus quadros nem parlamentar eleito e ninguém com potencial de votos acima de 8 mil. Além disso, devem observar se a nominata atual atinge comprovadamente mais de 60 mil somados na última eleição. Simples assim, o jogo funciona desse jeito.

Votando aos deputados distritais, o pré-candidato a reeleição, Rodrigo Delmasso, “assume que está prestes a sair do PODEMOS, caso não seja formado um grupo forte o suficiente para assegurar a quantidade mínima de votos para manter-se na Casa após 2018.” Voltamos ao que eu disse no tópico acima. O deputado Delmasso afirma já ter sido procurado por agremiações com o PSDB, DEM, PSD e PR. “Se até 7 de março o Podemos não construir uma chapa que tenha condições de eleger um distrital, infelizmente, para não prejudicar o projeto político, não vou permanecer”, ressalta.

A mesma preocupação assombra Lira, candidato eleito pelo PHS, de quem sou suplente. Mais uma vez a preocupação de outro parlamentar é a nominata: “o que me preocupa é a nominata formada pelos candidatos que podem trazer votos para o partido. Estou de olho nisso e seria o único motivo que me faria sair.”

Voltando aos candidatos da PMDF pouco se evoluiu sobre as discussões de irem todos para um mesmo partido. O DEM do deputado Fraga foi implodido, nem ele mesmo deverá ficar por lá. O Avante tem conversado com vários deles, mas os interesses pessoais tem falado mais alto.

Em um breve diagnóstico o que tem se visto é:

  1. Guada Jânio seguirá junto com o Senador Hélio José no PROS;
  2. Hermeto somente permanecerá no MDB se não tiver mais de um concorrente a mesma vaga, já que o MDB deve eleger dois deputados;
  3. Tenente Poliglota não virá candidato e irá desfiliar-se do DEM;
  4. Major Cruz está em dúvida, mas possivelmente não virá candidato;
  5. Ricardo Pato seguirá Laerte Bessa, seu padrinho político e possivelmente continuará no PR, mas negocia com outros partidos;
  6. Airton Miranda estava negociando com o PODEMOS, mas é bom que fique atento já que o próprio deputado Delmasso afirmou que a nominata talvez não atinja o coeficiente eleitora;
  7. Coronel Jooziel possivelmente não virá candidato;
  8. Laiber possivelmente não será candidato;
  9. Clayton do NCP possivelmente não virá candidato;
  10. Coronel Giuliano ainda não conversamos;
  11. Aderivaldo Cardoso depende da legislação eleitoral por causa do curso do CHOAEM, aguarda consulta jurídica, mas não virá a distrital.
  12. Jabá deverá seguir seu padrinho político Bruno Bonetti para o PTB,inclusive já esteve em reunião com Alírio Neto; conforme matéria do Blog Rádio Corredor.
  13. Eliomar Rodrigues deverá seguir junto com o grupo de Jair Bolsonaro para o PSL.

Os demais estão abaixo dos 500 votos e não temos informações. Faltam poucos dias para termos as definições partidárias. Isso facilitará a análise de cenário, pois já teremos uma boa noção sobre os partidos que terão chances de eleição e os que não terão. Lembrando que na última eleição a única renovação foi do deputado Reginaldo Veras. Os demais já faziam parte de grupos políticos e só tiveram a transferência desses votos. Seguimos avante em busca do melhor para a corporação e para a política do DF.

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Fonte: Blog do Aderivaldo Cardoso