Não bastou apenas ser o 1º time de futebol feminino das seguranças públicas do Distrito Federal (DF). As 11 militares do elenco conseguiram o inédito pódio no Mundial de Policiais e Bombeiros, em Los Angeles (EUA), com a medalha de bronze. O time ainda teve uma artilheira: a bombeira Lorena Athayde ajudou na conquista com sete gols marcados.

“Sinto-me honrada de a gente simbolizar tantas mulheres que buscam um reconhecimento pelo esporte. A sensação que eu tenho é de representatividade. Vou poder mostrar essa medalha para todo mundo que torceu para a gente”, vibra Lorena, capitã da equipe.

Saiba mais

  • Apesar de as militares não receberem apoio financeiro dos órgãos de segurança pública, elas conseguiram três patrocinadores para estampar o uniforme.
  • Uma loja de moda infantil, um salão de beleza e o deputado distrital Agaciel Maia (PR) custearam boa parte das despesas. O projeto Compete Brasília, da Secretaria de Esportes do DF – que incentiva a participação de atletas de alto rendimento em campeonatos nacionais e internacionais –, também foi uma forma de apoiar a equipe, ao disponibilizar três passagens de avião para o torneio.

A campanha contou com 3 goleadas e dois placares adversos. No primeiro jogo, as brasilienses perderam para as policiais federais mexicanas (tricampeãs mundiais) por 4 x 3. A sequência de três vitórias veio em cima das atletas do município mexicano de Zapopán (5 x 0), as chinesas de Hong Kong (4 x 0) e o time de Guadalajara-MEX (4 x 0). Na quinta partida, derrota por 5 x 2 para as canadenses, vice-campeãs do torneio.

Festa garantida

O time foi comemorar a conquista do bronze numa pequena festa que a organização do evento realizou na Vila dos Atletas. “Depois nos reunimos num bar. A gente ainda pôde trocar presentes com atletas de outros países na cerimônia de encerramento”, diz Lorena.

A xará e policial Lorena Souza afirma que a motivação era grande. “Fomos com uma vontade muito grande. A gente conseguiu essa medalha com muito custo”, comenta a cabo da PMDF, formada no fim do ano passado.

Fonte: Jornal de Brasília – Por Pedro Marra – torcida@jornaldebrasilia.com.br