Ministério Público pede indenização de R$ 11,6 milhões a fabricante de arma

Segundo denúncia do Ministério Público do DF, um lote de pistolas vendidas pela Taurus para a Polícia Civil apresentou graves defeitos, como disparo não intencional

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Modelo de pistola Taurus: falhas no sistema de segurança do armamento foram registradas no DF antes mesmo do contrato firmado em 2014 (foto: Ricardo Borba/CB/D.A Press )

A Justiça julgará uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra a empresa Forjas Taurus S/A. A fabricante de armas é acusada de vender um lote de pistolas com defeito para a Polícia Civil do DF. A audiência está marcada para esta quinta-feira (16/5). 

De acordo com o Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (NCAP) e da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), as armas estavam com graves defeitos de fabricação. Entre outras panes, diversas armas dispararam sozinhas, o que colocou em risco a vida dos policiais e daqueles próximos a eles.  

A Polícia Civil realizou perícia nos equipamentos e comprovou que as travas de segurança das pistolas não funcionam, situação que configura quebra de contrato firmado entre a empresa e a corporação.  
Em outros testes, as armas dispararam quando lançadas no chão. Segundo a denúncia, ainda há relatos de policiais sobre outras falhas durante o manuseio e uso tático. Alguns agentes ficaram feridos.  

O MPDFT pede à Forjas Taurus S/A pagamento de indenização de R$ 11.656.223,90. Do total, R$ 10 milhões seria por dano moral coletivo com base nos ricos causados à população do DF. O restante, seria para restituir a gastos e danos materiais. À época, a Polícia Civil foi recomendada a devolver as armas defeituosas.   

Com informações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).