Eduardo Bolsonaro defende aumento da concorrência no mercado de armas

Deputado e filho do presidente diz que vai se dedicar no Congresso, quando retornar do recesso, a projetos para ampliar o acesso, pois, hoje, esse mercado é ''elitista''

Nova Delhi — Assim que acabar o recesso parlamentar, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) vai começar a se dedicar mais a projetos para abrir o mercado de armas brasileiro, defendendo a redução dos preços para a compra de armas no país.

“Eu não quero falir a Taurus. É só abrir o mercado brasileiro”, disse o filho do presidente a jornalistas, neste domingo (26/1) após participar com o pai do desfile de comemoração do Dia da República da Índia, no segundo dia da visita de Estado do mandatário brasileiro ao país asiático. “Isso vai permitir que as pessoas tenham mais acesso às armas, porque hoje esse mercado é elitista”, emendou.

Eduardo acompanha o pai e contou que tem conversado com vários fabricantes e dois deles, a alemã Sig Sauer e a italiana Beretta, vêm demonstrando interesse em montar uma fábrica no Brasil. Ele lembrou que outras empresas tentaram, mas desistiram devido à burocracia para conseguirem se instalar no país ser muito complicada, como a autorização do Exército e a exigência de conteúdo nacional.

Como deputado, Eduardo disse que vai trabalhar no Congresso para que a concorrência ajude a melhorar a qualidade das armas no país. O empenho dele também será para que os custos para quem for comprar uma arma e das balas vendidas no país melhorem. Ele citou como exemplo os Estados Unidos, onde a polícia proíbe a compra de arma da fabricante brasileira e, em geral, uma bala custa US$ 0,20 enquanto, no Brasil, o preço “é cinco vezes mais”.

Em relação aos críticos ao posse de armas, o filho do presidente não poupou críticas ao decreto do desarmamento defendeu que os dados recentes na queda na mortalidade têm a ver mais com o fato de o presidente ter ampliado o posse de armas no país no ano passado. “A mudança com decreto é mudança impactante. Houve redução de 22% (nas mortes violentas), a quem creditar? Tem o aspecto estadual sim, mas também o federal”, afirmou. “Experimentamos uma política que deu errado (a do desarmamento). E estamos mudando”, completou.

Informações do Jornal Correio Braziliense