A PMDF tem passado por grandes transformações nos últimos anos, principalmente de 2004 para cá, e isso é perceptível para a grande maioria.

Mas o que pode ter provocado isso?

Hoje ao realizar uma pesquisa sobre o perfil profissiográfico dos soldados policiais militares, em minha seção, vi que isso pode ser resultado de uma mudança de mentalidade que iniciou com um negócio chamado perfil psicológico dos policiais militares.

Sempre tenho falado de mudança cultural, mas ela leva tempo.

O perfil profissiográfico utilizado na corporação foi atualizado em 1998 e têm por objetivo a adequação do trabalho policial as necessidades da sociedade. Esse perfil foi formulado após análise ocupacional por tarefas, levada a termo por profissionais da área de pedagogia e oficiais da corporação, aliado ao perfil psicológico do soldado PM elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento de Recursos humanos – IDR – em 1989, juntamente com a equipe de psicólogos da PMDF. Os dados obtidos foram agrupados e foram traçadas as características necessárias e restritivas ao desempenho da função de soldado policial militar. Essas características foram posteriormente ratificadas, validadas e graduadas por oficiais da corporação. Após a validação e graduação dos atributos necessários foi definido o perfil profissiográfico que contempla atributos imprescindíveis, muito necessários e necessários aos profissionais que atuarão na Segurança Pública do DF.

E o que isso tem haver com nossa situação hoje?

Muita coisa, pois a pequena mudança realizada no perfil do profissional anterior a 1989 mudou muita coisa em nosso meio.

A mudança que pode ser provocada com uma nova reestruturação para adaptar o novo perfil do candidato universitário pode ser ainda maior.

Como base nos pilares da legalidade e do princípio da publicidade dos atos públicos saiba o que significa cada quesito analisado na avaliação psicológica para soldado PM.

Imprescindíveis: apresentação pessoal, atenção difusa, capacidade de acatar normas e regras, capacidade de adaptação, controle emocional, dedicação, discernimento, bom senso, disciplina, honestidade, imparcialidade, prudência, rapidez de ação e reação e responsabilidade.

Muito necessários: Atenção concentrada, capacidade de observação, dinamismo, educação, energia/autoridade, iniciativa, memória fisionômica, memória visual, organização, percepção, resistência à frustração e sociabilidade.

Necessário: Fluência oral, inteligência (raciocínio dedutivo/indutivo), persuasão e raciocínio verbal.

Todos esses quesitos podem ser realocados de maneira que atenda as novas exigências, talvez os quesitos: inteligência, fluência oral e persuasão sejam imprescindíveis para os próximos candidatos.

Além desses quesitos que são fundamentais para a aprovação do candidato, existem outros que serão analisados e havendo a presença de algum deles, “denotaria impedimento para o exercício da função, sendo suficiente para uma NÃO RECOMENDAÇÃO”. São eles:

Psicopatologias, Vícios (álcool, drogas, jogos, etc.), desvios de sexualidade, heteroagressividade exarcebada, agressividade auto-dirigida, fanatismo religioso, fanatismo ideológico, emotividade acentuada, impulsividade exarcebada, estrutura frágil de personalidade/sensibilidade acentuada.

Podemos observar certa carga de preconceito para a não recomendação, mesmo assim, um perfil profissiográfico é importante para detectar certos traços de desvios de personalidade dos candidatos, sendo a agressividade um dos mais importantes…

Portanto se você reprovou em algum psicotécnico é porque devem ter detectado alguns desses traços…

Com certeza precisamos aprimorar esse instrumento e utilizá-lo para contratar pessoas que já estão inseridas em uma cultura de respeito ao cidadão.

Saiba mais pesquisando na internet sobre:

Manual do Psicotécnico, existem vários sites que disponibilizam os testes.

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